TEATRO CASACOR MINAS

Arquitetura: Filipe Pederneiras e Thiago Bandeira de Mello

Cenotecnia e luminotecnia: Pedro Pederneiras e Filipe Pederneiras

Interiores: Valéria Junqueira e Gabriela Junqueira

Iluminação Cênica: Tekhnê Iluminação Cênica

Cálculo estrutural: Marcelo Cláudio Teixeira

Painel do Teatro: Fernando Velloso

Fotos: Gustavo Xavier


Local: CasaCor Minas - Alameda das Latânias, 30. Pampulha.


Ano: 2016

 

Diagrama de montagem
Diagrama de montagem
Ocupação
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Ocupação
Ocupação
Ocupação

O projeto do Teatro CasaCor Minas, pensado dentro da lógica de um espaço de apresentação de bolso, buscou aliar simplicidade e versatilidade na sua concepção. A partir desses conceitos, as soluções estruturais e cenotécnicas foram primordiais para garantir tais características, permitindo fácil transporte, rápida montagem/desmontagem e principalmente inúmeras possibilidades de organização interna.  

 

 

A estrutura metálica, composta por pórticos treliçados e painéis complementares, se caracteriza por ser leve e desmontável, tendo sua execução feita fora do canteiro de obras. O conjunto final forma um galpão de 11,0 x 6,0 m, com pé direto útil de 5 m. Um espaço vazio, livre para a apropriação dos artistas.

 

 

Ao volume criado, foram atribuídas duas qualidades relacionadas à iluminação: permeabilidade e emissividade. Ligado à estrutura principal, um grid complementar recebe um fechamento de tela. Dessa maneira, se permite que a luz natural entre no teatro durante o dia, minimizando o consumo de energia, e, durante a noite, a iluminação artificial possa ser explorada em todo seu potencial. Também acoplado à estrutura complementar, uma lona backlight branca serve de filtro para a luz que vem de dentro da caixa cênica, de modo que, saturada a iluminação interna, o volume se acenda, se tornando uma grande lanterna aos olhares externos. Ao mesmo tempo, durante apresentações, esse plano atua como tela de projeção ao fundo das luzes cênicas, criando um espetáculo de sombras, movimentos e cores. É possível, através da instalação de tecidos pretos (pernas), a obtenção de uma câmara escura que permita a realização de espetáculos e projeções mesmo durante o dia. 

 

 

A versatilidade na ocupação do teatro surge como consequência de três soluções extremamente simples: um grid de iluminação móvel, a utilização de praticáveis e a definição das aberturas para o espaço externo. A primeira delas possibilita a montagem do palco em qualquer posição dentro do galpão, visto que a estrutura de iluminação cênica, uma malha de tubos com 5 x 4 m, percorre toda a extensão do espaço através de trilhos fixados nas treliças do teto. Os praticáveis – plataformas de 2 x 1 m com altura regulável – permitem as mais diversas conformações de plateias, palcos e passarelas. A terceira, que vem na forma dos 3 acessos ao interior da edificação, garante a livre entrada de público independentemente da ocupação escolhida para as apresentações. Duas delas se localizam na lateral do teatro e funcionam exclusivamente como entrada de pessoas, enquanto a outra, com uma largura de 4 m, assume também o papel de boca de cena, abrindo os espetáculos ao exterior. Há ainda a possibilidade de integrar todo o espaço com entorno através do movimento basculante dos painéis laterais. Ao fundo do Teatro, um grande painel para a apropriação de artistas convidados se coloca como elemento fundamental na quebra da sobriedade do espaço interno, oferecendo-se, também, como objeto a ser incorporado às performances.

 

Fachada frontal
Fachada frontal boca de cena aberta
Palestra/cinema
Palestra/cinema
Café concerto
Passarela para desfile
Arena
Palco e plateia
Projeções na fachada

USOS

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