SESC OSASCO

PROPOSTA PARA SELEÇÃO DE PROJETO ARQUITETÔNICO PARA A UNIDADE SESC OSASCO

CLASSIFICADA ENTRE AS 10 FINALISTAS - 8º LUGAR

 

Autoria: Filipe Pederneiras, Haiko Cirne Sinnema, Thiago Bandeira de Mello

Cosultoria: Horizontes Arquitetura

 

Cosultoria: Vert Arquitetura e Consultoria


Data:  2014


Local: Osasco / São Paulo

 

CONCURSO

PLANTA DE COBERTURA
PLANTA DE COBERTURA
PLANTA 1º PAVIMENTO
PLANTA 1º PAVIMENTO
PLANTA 2º PAVIMENTO
PLANTA 2º PAVIMENTO
PLANTA 3º PAVIMENTO
PLANTA 3º PAVIMENTO
PLANTA 4º PAVIMENTO
PLANTA 4º PAVIMENTO
CORTE AA
CORTE AA
CORTE BB
CORTE BB
CORTE CC
CORTE CC

O tratamento das fachadas levou em conta a analise da radiação solar e a incidência dos ventos. Para a radiação evitou-se grandes aberturas envidraçadas nas fachadas Norte e Oeste. A cidade de Osasco, com latitude igual a 23° (Trópico de Capricórnio), não possui insolação na orientação Sul, o que permite o uso de superfícies envidraçadas nessa fachada sem que a carga térmica do edifício se eleve em demasia. Além disso, as aberturas da fachada Sul permitem o uso da iluminação natural durante o dia, gerando economia e eficiência energética para o sistema de iluminação artificial. Sobre a ventilação natural, observa-se a maior incidência dos ventos na direção Sudeste-Noroeste. O posicionamento da edificação com aberturas generosas na porção sudeste do terreno permite a penetração dos ventos no edifício e, consequentemente, seu resfriamento passivo. Para os revestimentos externos, tanto do edifício quanto de seu entorno, foram sugeridos materiais de cores claras que possuem alto índice de refletância. Essa característica reduz o efeito de ilha de calor, muito comum em zonas urbanas, o que também impacta diretamente no conforto térmico dos ambientes internos e externos.

 

Entre os volumes marcados do teatro e das quadras se espraia o edifício. Lajes simples moduladas formam uma barra horizontal paralela ao vale configurado pelo terreno. Juntos os três volumes formam uma só barra edificada, diferenciada nas extremidades. As lajes moduladas organizam todo o programa.

 

No térreo, logo após o volume do teatro (aberto para todos os lados) se dá o controle de acesso para as partes mais restritas do programa. Ali os associados apresentam sua identificação e ganham acesso as salas de aula, oficinas e demais serviços do SESC. A acesso vertical se dá por uma série de 5 escadas e 3 elevadores dispostos na fachada norte do volume principal. Na fachada sul do volume central uma grande escada externa também serve de acesso e leva até o terraço que além de ocupável é também ligado ao talude norte por uma passarela. Isto aumenta a área utilizável do complexo cuja área de projeção da construção foi minimizada para reduzir o impacto ambiental e o efeito da ilha de calor através da superfície vegetada, que também contribui para a captação da água da chuva e alivia o sistema pluvial público.

 

Na parte oeste do terreno, bem junto ao anfiteatro existente propomos a construção do complexo de piscinas no pavimento térreo e de quadras nos pavimentos superiores. As piscinas no térreo tem a óbvia vantagem de economizar esforço estrutural por ser a parte mais pesada do complexo e ainda facilita o uso recreativo no deck que se espraia para fora da área sombreada. Uma primeira laje de concreto suporta o piso das quadras poliesportivas, e um fechamento em estrutura metálica completa a caixa protetora. Esta tela pode ainda ser coberta por vegetação trepadeira, servindo de controle da incidência solar principalmente nas fachadas norte e oeste.

DIAGRAMA 01
DIAGRAMA 02