ESTAÇÃO ANTÁRTICA

PROPOSTA PARA NOVA ESTAÇÃO BRASILEIRA NA ANTÁRTICA 

 


Autoria: Filipe Pederneiras, Haiko Cirne Sinnema, Marcos Franchini,

Thiago Bandeira de Mello, Mach Arquitetos e Vazio S/A.


Colaboração:  Ricardo Lobato


Consultoria: Ein Engenharia, Hardy Design, Oppus Acústica e T3 Tecnologia Integradas  

Data: 2013 

 

Local: Península Keller / Antártica

CONCURSO

 

A estação será composta de unidades idênticas, a que chamaremos de células, organizadas inicialmente na porção posterior do terreno edificável, em relação ao mar. Esta condição permite que se criem autonomias em relação aos grupos de usos e ambientes previstos no programa, cujos setores principais – operação/manutenção, laboratórios e sociais/privados –, podem ser sub-agrupados a partir de um denominador comum, em unidades de 360m2 (30x12m).

 

Este arranjo garantirá uma série de vantagens à estação:

 

-Padronização construtiva, com repercussão positiva na fabricação e montagem dos componentes;

 

-Possibilidade de construção em etapas, célula a célula, mesmo considerado uma eventual fração do programa inicial;

 

-Previsão do crescimento em módulos, da montanha em direção ao mar, para que não haja barreiras físicas para a logística de construção desde a chegada de componentes construtivos pelas chatas;

 

-Maior segurança em relação a incêndios, visto que as células são separadas por conexões de 3m de profundidade, com 2 portas corta fogo, semelhantes aos fingers utilizados nos aeroportos;

 

- Flexibilidade de usos e adaptabilidade com relação aos contínuos avanços de suas atividades.

 

Além disso, a configuração proposta permite ótima condição de visibilidade e iluminação natural a partir de todos os ambientes. Os pátios centrais e os recuos entre células configuram claramente os acessos, saídas de emergência e varandas protegidas do vento, criando melhores condições de conforto térmico para a permanência ao ar livre.